/ 3º trimestre 2018

MÃOS À OBRA

 

Recuperemos a aposta nas pessoas!

Falo em aposta nas pessoas porque ao longo dos últimos anos tornou-se música celestial ouvir que as pessoas eram o mais importante das empresas, blá, blá, blá.

Muitas empresas, empresários e líderes da gestão, evidenciavam intenção de fazer algo com as pessoas da própria empresa e… devem ter tentado, claro.

 

Falo em recuperar porque, entendo eu, foi uma aposta frustrada. E explico.

 

Que é isto de apostar nas pessoas e porquê que falhou?

A aposta nas pessoas falha porque as empresas, inconscientemente, não associam as pessoas ao propósito da empresa.

O que é isto de propósito da empresa?

A empresa existe para dar resultados, como fruto de um bom trabalho interno e externo. A garantia de um bom trabalho interno e externo são as pessoas que “manobram” o dia a dia das organizações.

Portanto, definido o propósito da empresa, há que alinhar, associar, identificar as pessoas com a vida da empresa. 

 

O que sucede é que as empresas, à raiz dos problemas financeiros, dos problemas fiscais, dos problemas de qualidade, enfim, do dia a dia, acham que tratar das pessoas é uma coisa… a ver mais adiante, em fase mais tranquila. É olhar para as pessoas como olhar para uma máquina em que não há tempo nem dinheiro para manutenção ou embelezamento.

 

Apesar dos empresários e líderes da gestão acharem que as pessoas são o melhor ativo das empresas, tratam-nas como isso mesmo: um ativo. Ora, como ativo que julgam ser, amortiza-se e desaparece se nada se fizer.

Para mim não é um ativo. É um fim em si mesmo.

 

Porquê apostar nas pessoas?

As pessoas são a vida da empresa. Claro que são. São a sua própria vida. Não há duas coisas separadas. A empresa ganha vida pela pessoa que acende a luz, abre a porta, liga a máquina, atende o telefone e por aí adiante. Se as pessoas estiverem bem e conectadas com a intenção da empresa, ela é feliz. Ela faz parte da empresa e a empresa faz parte dela. É uma relação natural.

 

É aqui que está o grande mal da filosofia de gestão empresarial. Não fazer as pessoas felizes enquanto trabalham. Como é possível ter resultados sem pessoas felizes?

Sem pessoas felizes não há felizes resultados.

O que pensam os empresários?

Que a felicidade das pessoas é uma coisa pessoal e que quando vêm trabalhar tem de ser ou pensar noutra coisa qualquer? Mudar um chip?

 

Se generalizarmos ainda mais, por um instante, e formos apreciar resultados mundiais, vemos que Portugal é fraco a tratar de si mesmo, da sua própria felicidade.

Se as pessoas fazem a sociedade e as empresas são parte da sociedade, considerando o Ranking de Felicidade doRelatório Mundial da Felicidade (ONU), o panorama não é mau. É feio.

Em 2017 Portugal estava na posição 89.ª, entre 155 países. Na UE28, Portugal está na penúltima posição.

 

A aposta não está perdida. Acho que nunca chegou a ser sequer uma aposta.

 

Tratar os resultados das empresas é tratar do seu interior e… como deve ser. Alinhar os propósitos individuais das pessoas com o bem maior da empresa, a sua vida. 

Tratar disso é tratar da felicidade.

José Miguel Marques Mendes
CEO

 

UM COMPROMISSO DE GESTÃO

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