/3º trimestre 2013

1º ANIVERSÁRIO - UMA REALIDADE

Há um ano as perspetivas da Mistura Singular eram de puro empreendedorismo. Agora, concluído o primeiro ano de atividade, é uma realidade inquestionável, dinâmica e engenhosa.

É uma realidade inquestionável porque estamos no terreno com compromissos concretos. De um forte dinamismo porque os dias são cheios e de problemáticas absorventes. Exige engenho porque as soluções não são lineares.

Apesar da enorme lógica que existe na gestão das empresas, há que ter engenho, essencialmente a três níveis: Controlo, Liderança e Bancos.

 

Controlo

A organização da informação de gestão é vital para gerar um sentimento de controlo, interno e externo. O engenho está na divulgação e utilização da informação, numa era em que a informação abunda, cansa e até passa despercebida.

 

Liderança

Ser uma empresa não é o mesmo que ser uma organização. O engenho está na definição do melhor modelo de trabalho para conseguir o melhor comportamento coletivo. Neste âmbito é decisivo, uma boa gestão de conflitos e ter capacidade de liderança.

 

Financiamento

Nos dias de hoje, os bancos são o parceiro de uma relação “amor-ódio”. Efetivamente,as empresas fazem com os bancos um “tandem”, onde a crise financeira tende a injetar alguma acidez nas decisões.

Os bancos precisam de confiar nas empresas para lhes emprestar dinheiro mas, por sua vez, estas estão sobre-endividadas.

Por isso, resta ter uma conta de exploração que seduza e uma gestão que respire competência. Com estes dois fatores, consegue-se gerir a relação.

 

Esta é a realidade num Portugal em que acreditamos. Um Portugal de empresas com potencial onde assenta bem um compromisso de gestão.



José Miguel Marques Mendes
CEO


 

REGRESSO DE FÉRIAS

Regressamos ao trabalho depois de umas férias a pensar nele. Nos dias de incerteza como os atuais, é impossível fazer um pleno de férias sem pensar no trabalho.

Para a Mistura Singular, pensar no trabalho é pensar nas organizações e na forma como enfrentam a abrasão diária.

 

Há dias, numa loja da baixa do Porto, perguntava-me uma senhora, depois de lhe dar os dados da Mistura Singular para emitir fatura:

- … e o que é que faz a empresa?

Expliquei com alguma simplicidade e numa analogia com a saúde, que nos comprometemos com as empresas a melhorar a sua saúde, e a senhora, curiosa, continuou:

- e quando é que pedem ajuda?

A resposta a esta questão inspirou o texto que se segue. Uma reflexão sobre os sintomas das empresas, porque as empresas sentem e libertam sinais.

Para atuar, basta apenas prestar atenção a alguns desses sinais.

 

Há, com maior frequência que o desejável, um sentimento de impotência para melhorar a empresa.

Sente-se a confusão!

Internamente, nas reuniões com as pessoas, nas suas animosidades, nas decisões a tomar onde os caminhos parecem múltiplos. Com os contratempos diários que não param de surgir, com as chefias a mostrarem insegurança e estados de alma, com os colaboradores a trabalharem muito sem a certeza de estarem a contribuir, com os desabafos nos corredores, com a informação que abunda mas que já ninguém quer prestar atenção.

Externamente, nas várias relações com os mercados, em que os fornecedores ligam todos os dias a cobrar e a dificultar fornecimentos, os bancos a cobrarem taxas por tudo e por nada e a pedirem garantias reais para qualquer necessidade que a empresa tenha e, ainda, com os clientes a sentirem a empresa a “fugir-lhes” e as parcerias a tremerem com a incerteza.

 

Há, com maior frequência que o desejável, um sentimento de impotência para melhorar a empresa.

Sente-se a impreparação!

Em alguns casos as equipas são mesmo fracas mas, na maioria das situações, o sentimento de impotência não tem a ver com défice de faculdades individuais mas antes, uma fraqueza organizacional. A empresa não é uma organização, é um conjunto de pessoas.

O todo está mal porque as partes que o constituem não estão suficientemente articuladas e focadas.

O todo não tem rumo e como tal não pode polarizar as partes.

A liderança do topo está “variável e variando” e a hierarquia não se consegue alinhar.

Não chega ter equipamentos, pessoas, clientes e produtos para que uma empresa funcione bem e com rentabilidade. Isso sente-se.

 

Há, com maior frequência que o desejável, um sentimento de impotência para melhorar a empresa.

Sente-se a falta de dinheiro!

As empresas estão sem dinheiro e essa falta de dinheiro põe tudo em causa. Os acordos com os fornecedores não estão otimizados, as matérias-primas rareiam, os colaboradores vão tendo atrasos de recebimento, os bancos vão cobrando mais que o aceitável.

Tudo fica pior a partir do momento em que o dinheiro deixou de ser um meio para ser um fim em si mesmo. Um fim porque, em vez dos financiamentos à empresa serem um meio para a gerir, com a falta de dinheiro, a empresa passa a ter um único motivo - pagar juros e capital. Os objetivos da empresa passam a ser os bancos em vez dos clientes e acionistas.

Não é uma crítica aos bancos porque eles não querem a quebra das empresas, antes pelo contrário, querem-nas saudáveis e fortes para lhes emprestar dinheiro.

A falta de dinheiro não pode pôr em causa a conta de exploração, isto é, o negócio não se pode ressentir. Se assim for, de que vale endividar mais a empresa se esta já não tem negócio?

 

Há, portanto, um momento para intervir, estancar as adversidades e dar a volta ao panorama.

A necessidade de uma intervenção, sente-se. Uma intervenção de gestão.

Que ninguém tenha ilusões. A reviravolta de uma empresa assenta na gestão e tudo o resto são efeitos associados.

E o que é isso de gestão? Para que serve a gestão?

.Para organizar o controlo de gestão – todos alinham pela mesma informação.

.Para estruturar o negócio – ajustar a dívida ao negócio.

.Para criar método de trabalho – dominar o quotidiano e envolver as pessoas.

.Para fomentar a liderança – tomar decisões e reduzir a entropia.

.Para motivar os colaboradores – a “vitamina” do sucesso.

 

Mas cuidado! Como em todas as atividades, não basta ser-se algo para ser-se bom. Não basta ser-se médico para ser-se considerado um bom médico.

Há gestão e gestão.



José Miguel Marques Mendes
CEO


 

 
UM COMPROMISSO DE GESTÃO

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